Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem.” Leonardo da Vinci

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O inferno da vivissecção

Sandro Oliveira de Carvalho

"A vivissecção é bárbara, inútil e um empecilho
ao progresso científico."  Dr. Werner Hartear (cirurgião)

"Se eu tivesse outra vida, dedicá-la-ia inteiramente
à luta contra a vivissecção." Bismarck

Quando li, pela primeira vez, a impactante frase do Dr. Ralph Bircher, segundo a qual, "Se fôssemos capazes de imaginar o que se passa, constantemente, nos laboratórios de vivissecção, não poderíamos dormir em paz e em nenhum momento estaríamos felizes e tranquilos", confesso que me senti, de imediato, possuído por aquela desagradável sensação que nos advém quando intuímos que algo de grave ou ruim está acontecendo ou em vias de acontecer. Movido, então, por súbito e sincero interesse em saber o que realmente se passa nos laboratórios de vivissecção, decidi empreender estudos sobre o tema, buscando compreender melhor um assunto a respeito do qual possuía, até então, poucas informações, o que é perfeitamente compreensível já que, convenhamos, não é praxe dos vivisseccionistas incentivar-nos a conhecer melhor a verdadeira natureza da prática que consiste, entre outros horrores, em abrir corpos de animais vivos. Assim, à medida em que me aprofundava no estudo do tema e adquiria conhecimento a respeito dos horríveis fatos relacionados à vivissecção, mais intensamente sentia meu coração estremecer de angustia e comoção ante a realidade brutal a que estão expostos esses pobres animais.

Em minha angustia compreendi que o homem, em longínquo passado, em sua busca por Deus e em razão de trazer dentro de si a consciência atormentada pela clara percepção de seus erros e falhas, cometidos principalmente contra a lei do amor e da compaixão, inventou o dogma do inferno para que pudesse servir de freio às suas más ações e também para que, movido pelo temor das penas eternas, fosse levado a praticar o bem e a evitar o mal. Com o passar do tempo, porém, o homem compreendeu, enfim, que somente o amor é capaz de influenciar para o bem, pois o medo não tem poder algum para libertar e elevar a alma do homem. Consequentemente, o inferno perdeu, para todos os efeitos, a razão de ser, até mesmo porque a existência desse lugar seria totalmente incompatível com a sabedoria e a misericórdia de Deus.

Entretanto, o inferno, que deixou de existir para amedrontar e fustigar o homem, foi, todavia, reinventado, porém, com o agravante de que, agora, não se acha mais localizado em alguma possível dimensão espiritual, mas tem suas bases muito bem estabelecidas aqui mesmo, na superfície do planeta Terra, onde pode ser facilmente localizado e observado por qualquer um de nós. Mas, afinal, de que inferno estamos falando? Ora, querido leitor, estamos falando precisamente daquele inferno que aprisiona, maltrata e assassina milhões de animais e que se encontra em cada confinamento, em cada matadouro, em cada frigorífico; daquele inferno que está presente no circo, na tourada, no rodeio e em qualquer outro lugar onde a diversão consista em dominar, explorar e maltratar animais indefesos e apavorados; daquele inferno que se manifesta no laboratório de vivissecção, onde criaturas sofridas e terrivelmente abusadas passam por sofrimentos, privações e maus tratos tão absurdos, revoltantes e atrozes que fariam desmaiar de terror, em pouco tempo, seres humanos submetidos a semelhantes crueldades. Existem, ainda, muitos outros infernos, maiores ou menores, onde se debatem, em dor e sofrimento, milhões de animais inocentes, indefesos e sujeitos à insensibilidade e maldade de seres humanos.

Em "Por que não devemos comer carne", assim me expressei:

"Além de todo o sofrimento que é causado aos animais pela falsa necessidade que o homem impôs a si mesmo de comer carne, os animais ainda são expostos aos terríveis sofrimentos resultantes da vivissecção, ou seja, os testes de laboratório com animais. Gandhi, ao falar sobre a vivissecção, declarou ser este 'o crime mais hediondo que se possa perpetrar contra criaturas indefesas.'

O Dr. Robert Sharp, um cientista de renome internacional e inimigo declarado dessas práticas cruéis, escreveu um livro chamado 'The Cruel Deception", no qual analisa a questão envolvendo a exposição dos animais aos testes de laboratório e condena com veemência essa prática aviltante. Do comovente livro 'Aprendendo a Respeitar a Vida', muito bem organizado por Hildegard Bromberg Richter, extraímos a seguinte informação publicada pelo Dr. Sharp:

'Todo ano, milhões de animais sofrem e morrem nos laboratórios em todo o mundo. São queimados, cegados, envenenados, irradiados e obrigados a morrer de fome. Recebem choques elétricos, são forçados a fumar cigarros e são viciados em drogas. Seus membros são amputados, seus olhos removidos por cirurgias e seus cérebros danificados. São privados de sono, mantidos em confinamento solitário e submetidos a doenças como câncer, diabete, herpes e AIDS. Para muitos animais, o laboratório é o inferno na terra.' Aprendendo a Respeitar a Vida, pág. 21.

O problema da vivissecção exige uma reflexão séria e urgente e que não pode ser ignorada, pois, como disse o Dr. Raph bircher, 'Se fôssemos capazes de imaginar o que se passa, constantemente, nos laboratórios de vivissecção, não poderíamos dormir em paz e em nenhum dia estaríamos felizes e tranquilos.'

Um fato positivo, nessa história de dor e sofrimento, é que muitos médicos, filósofos, políticos, professores, estudantes, artistas e outras pessoas estão se aliando à causa que pede o fim da vivissecção."

Concluindo, segue o documentário "Não Matarás", produzido pelo Instituto Nina Rosa e que revela a real natureza da vivissecção e toda a extensão da tragédia que produz, diária e sistematicamente, contra animais no mundo inteiro. Um vídeo para ser visto e compartilhado.


Venuz2012. http://www.youtube.com/watch?v=Uxxj9GRbyBE&feature=player_embedded, acesso em 31/08/2011.

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